Agência S&P anunciou rebaixamento do Banco de Brasília

Nessa 2ª feira a agência de classificação de risco Standard & Poors rebaixou a nota do Banco de Brasília(BRB) de “BB” para “BB-” e já seguia de acordo com a agência com uma perspectiva de baixa indicando ainda possibilidades de novos rebaixamentos de acordo com o levantamento dado pela agência.

O corte realizado foi resultado de um declínio nos níveis de capitalização que o banco estava apresentando. Houve um forte crescimento de crédito pelo banco nos últimos anos combinado com uma desvalorização de ativos e de rentabilidade em 2015 apontando um declínio no período. O banco agora necessitando de maior captação de recursos pode vir a sofrer novos rebaixamentos levando em conta a desvalorização da economia no geral principalmente em relação aos resultados negativos das finanças do Distrito Federal atual controlador do banco público. Esse fator será utilizado como argumento pela agência como medida de desempenho e das margens a serem alcançadas.

A agência chegou a citar sobre as margens de operações de crédito consignado onde as mesmas se apresentam cada vez mais restritas em relação ao número crescente de operações de inadimplência levantada.

O banco terá como fator de avaliação nos próximos meses a perspectiva negativa de recuperação interna, a perspectiva negativa da economia brasileira e do Distrito Federal. É notável mencionar também que o rebaixamento leva em conta vários fatores de influência que consideram tanto a possibilidade da recuperação como os fatores externos e internos de uma economia que interferem com o desempenho do setor.

Os índices de inadimplência atuais apresentados pelo banco deverão seguir um critério apontado pela agência na tentativa de evitar novo rebaixamento que inclui, manter o índice em relação ao números de prejuízos com o total da carteira de crédito abaixo dos 7% no período de 01 ano ou nos próximos 12 meses consecutivos a avaliação.

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Investimentos em renda fixa passam por classificação

Os fundos de investimentos em renda fixa tem sido ainda nos últimos anos o tipo de investimento apesar da baixa rentabilidade, o mais seguro pela maioria dos investidores. Recentemente, a agencia multinacional americana Morningstar de classificação dos principais fundos de investimentos do país, realizou um rating avaliando três fatores essenciais para as notas atribuídas.

De acordo com com a Morningstar, as notas atribuídas variam na quantidade de estrelas para cada tipo de investimento, sendo colocado em evidencia: taxas a serem cobradas na administração (impostos, custos de operação) ao cliente, taxa de risco avaliado frente ao retorno performance do fundo, ou seja, Risco x Benefício e volatilidade. Para que ocorra a avaliação de um desses fundos é necessário um período mínimo de 36 meses de histórico com um track record de cinco a dez anos.

A lista é essencial para os investidores iniciantes como alternativa aos investimentos com maior risco no mercado, como é o caso da bolsa de valores e outros fundos de ações e contratos do mercado de renda variável. Os investimentos na bolsa hoje exige uma maior atenção aos indicadores do mercado quanto a resultados gráficos, conhecimentos mais avançados de operações e análise gráfica para os investidores que desejam operar seguindo a tendência do mercado. Isso nem sempre pode ser alcançado por todos, levando em conta o quesito tempo, disponibilidade e prática com as ferramentas necessárias de operação.

Estamos disponibilizando a tabela com os 349 fundos existentes e ativos que passaram pelo levantamento, sendo colocado na avaliação máxima entre os diferentes bancos o BTG Pactual acumulando o maior número de notas máximas.

A tabela está disponível nos itens: classificação do fundo com ranking em estrelas, tipo de fundo, valor mínimo para inserção ao fundo, taxa de administração, tempo para resgate, rendimento contabilizado no mês, no ano e nos últimos 12 meses.

A relação se baseia nos resultados apresentados por cada tipo de fundo e amplia melhor entendimento quanto a qual deve ser escolhido, levando em conta o perfil de cada investidor. Confira:

tabela

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Realização parcial de lucro

Olá pessoal, sejam bem-vindos a mais um de nossos posts semanais sobre o assunto bolsa de valores e seus métodos de concessão e práticas de investimento.

Hoje, estarei mostrando sobre como fazer uma realização parcial de lucro sobre nosso método de risco x ganho.

O Risco x Ganho como definição de um método, é o controle do investidor em se posicionar na compra de uma ação, onde ele estará limitando uma perda com relação a 3 vezes mais o que ele pode ganhar, ou seja, ele arrisca aplicar em um papel que lhe proporciona 3x mais a lucro do que 1 vez para prejuízo. Se essa relação fosse ao contrário, não haveria vantagem em operar e poderíamos perder muito para ganhar pouco.

Ao contrário de que muitas pessoas saibam que exista na bolsa de valores o risco x ganho, determina se um papel está ou não está propício a ser investido através do próprio sinal que ele está emitindo, ou seja, a garantia de que estou investindo meu capital naquela empresa sem arriscar desnecessariamente uma perda superior ao meu ganho será determinada pelo cálculo de meu Risco x Ganho.

O Risco X Ganho funciona da seguinte forma: No último dia 06/10/2012 o papel MGLU3 Magazine Luiza estava a R$12,01 que foi nossa entrada no mercado. Após o período de dois dias seguidos, atingiu o topo de R$12,99. Nosso ganho foi determinado em R$0,98 por papel adquirido dessa empresa. Veja abaixo :

Conforme vemos na figura acima, houve uma R.L.P(Realização Parcial de Lucro) onde foi possível um ganho 3 x maior do que o risco proporcionado durante a operação. O candle escuro, onde se encontra nosso stop a R$11,69 na mínima realizada por este, sinalizava um movimento de baixa. Nossa operação foi iniciada quando o candle posterior mais claro superou a máxima do candle anterior em R$12,01 à R$12,02, sinalizando uma reversão da tendência agora para uma alta.

Nesse caso, nossa entrada só foi realizada porque, o candle apontou uma possível reversão, agora tentando buscar o topo anterior. Nossa entrada foi determinada após o rompimento do candle anterior, onde a operação durou 02 dias alcançando o valor de R$12,98. Como forma de controle de todas as nossas operações no mercado, devemos observar que nossa meta quando é atingida está indicando que houve sucesso no trader e que já pode se retirar da operação.

Comparando se nosso stop tivesse sido acionado, a perda seria de R$0,32 para um ganho de R$0,98. Veja que arriscamos ganhar 3x mais do que se a operação não tivesse dado certo. Veja mais em nosso canal no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=__u1TWTMCu4&feature=plcp

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O que é Engolfo de Baixa?

Todo padrão gráfico utilizado como meio de análise do mercado é reconhecido por um nome e esse nome é a chave que devemos reconhecer para identificar uma posição ou movimento, seja de alta ou de baixa.

Falando em padrões, explicarei sobre o Engolfo de Baixa e suas características.Aspectos importantes definem quando estamos sobre um Engolfo de Baixa e isso ocorre sempre.

1-     após uma alta nos preços;

2-     quando dois candles de cores distintas assumem a posição no gráfico e um deles é maior que o outro sendo esse de cor preta;

3-      Geralmente o de cor preta recobre o anterior de cor distinta e indica um padrão sucessivo de baixa nos preços.

Veja a figura:

Aspectos importantes

Para a formação desse padrão podemos observar um pequeno candle no padrão de alta. Essa formação é interpretada como um indefinição dos investidores com a lata nos preços formando assim a figura apresentada.

Veja :

No exemplo acima temos o Engolfo de Baixa. Perceba que antes da formação tínhamos um movimento de alta. No pregão seguinte houve uma boa pressão vendedora que fechou o movimento em baixa. Assim o corpo do candle de baixa encobriu os três candles anteriores o que potencializa a queda dos preços.

O Engolfo de Baixa é uma mudança de perspectiva que o antecedia e geralmente revela uma oportunidade de venda dos ativos em tendência de baixa. Nesse exemplo o padrão resultou após a formação do Engolfo de Baixa em um forte movimento de queda nos preços.

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O que são GAPS e como identificar?

Os Gaps são entendidos como uma faixa de preço que fica sem negociação marcando um espaço vazio no gráfico podendo ser para cima ou para baixo dependendo da estimativa dos investidores para essa ação.

Gap de baixa

Vamos pegar por exemplo a ação preferencial OGXP3 (OGX Petróleo).No dia 26/06/2012 a empresa fechou cotada a 8,37 e abriu o dia seguinte em 6,25 batendo uma mínima de 5,91. A empresa sofreu um GAP de baixa que desvalorizou seus papéis em 29% de um dia para o outro de acordo com o gráfico. No gráfico diário, veja o que representou esse resultado.

Para podermos determinar o tamnaho do GAP devemos pegar a mínima do candle que antecede o GAP junto da máxima do candle posterior. Isso mostra que os investidores não tinham nenhuma expectativa com a empresa após a informação divulgada sobre os poços (OGX26 e 68) em Tubarão Azul.

A empresa havia prometido em nota divulgada no mês de maio que a taxa de fluxo dos poços seriam de 8,5 mil barris de petróleo por dia, sendo que após
isso a empresa justificou que a operação de um dos poços afetaria a produtividade do outro e isso reduziria para 5 mil barris.

Para contornar a situação a empresa informa que estará programando a abertura de um novo poço um terceiro ainda para o fim deste ano. Para quem estava comprado o melhor a se fazer é aguardar o fechamento do GAP que ocorre quando o preço atinge a mínima do candle anterior a queda posicionando um stop na margem de preço do GAP.

Nesse caso o GAP funciona como ponto de resistência enquanto não há o fechamento acima do mesmo.

Gap de alta

O GAP de alta é o inverso do gap de baixa. O mercado mostra uma espaço aberto entre a máxima de um candle e a mínima de um candle posterior. Aqui nesse caso os investidores possuem expectativa com a ação e sinalizam maior volume de compra de papéis levando o preço a subir mais que antes. A região onde forma nosso candle após o GAP vira nossa região de suporte agora e nosso stop fica posicionado na máxima do candle anterior ao
GAP.

Da forma em que são mostrados os pontos de negociação de uma ação com os GAPS, podemos determinar conforme nosso objetivo se a longo prazo ou curto prazo nosso ponto de partida ou de saída e impedir maior prejuízo a nosso investimento.

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Quais são os fundos de investimento?

Entende-se que, fundos são recursos captados em comunhão entre pessoas físicas e jurídicas que entre si possuem o mesmo objetivo em relação a crescimento de capital vinculado aos juros oferecidos pelo mercado para essa obtenção de ganhos financeiros. Ou seja, todos os recursos obtidos são transformados em títulos de investimentos(bens) na devida proporção.

Todo fundo é organizado na forma de um condomínio e seu patrimônio dividido em cotas, cujo valor é calculado diariamente dividindo o patrimônio líquido para as cotas em circulação ativas. Ex de cálculo de cotas :

Suponha que invisto R$4.000,00 reais em cotas de um fundo de investimento que se encontra com um patrimônio líquido de R$500.000 reais junto ao valor estabelecido e atualizado naquela data para 50.000 cotas em circulação. Então :

R$500.000/ 50.000 = R$10(valor de cada cota);
R$4.000,00/R$10 = 400 cotas adquiridas .

Nesse caso o valor que tinha para tal aplicação proporcionou a aquisição de 400 cotas daquele fundo de investimento a R$10,00 reais cada em relação ao patrimônio líquido que se encontra atualizado para aquela data. Supondo que o mesmo fundo passe por uma atualização e adquira um aumento de 20% no patrimônio líquido e 9% no nº de cotas no momento do resgate terei como rentabilidade o seguinte:

600.000/54.500 = R$11,00
400 cotas x R$11,00 = R$4.400,00 (total disponível para resgate)

Dessa forma o valor a resgatar é de R$4.400,00 reais. Se quisermos calcular a rentabilidade no período, basta dividir o valor da cota no resgate pelo valor da cota no ínicio do investimento na data de aplicação, ou seja : 11/10 = 1,1 ou 10% de lucro no período.

O mercado disponibiliza para os fundos de investimento a forma aberta e fechada de administração. Na forma aberta é permitida a entrada de vários cotistas ou aumento da participação dos antigos por meio do resgate de cotas, isto é, mediante a venda de ativos do fundo para a entrega do valor correspondente ao cotista que efetuou o resgate, total ou parcial de suas cotas.

Já nos fundos fechados, a entrada e a saída de cotistas não é permitida. Após a captação de recursos pelo fundo, já não se pode admitir a entrada nem de capital e nem de novos cotistas, como também será proibido o resgate de de cotas pro decisão do cotista, que tem que vender suas cotas a terceiros antes do encerramento do fundo em seu tempo de permanência estabelecido no ato da contratação junto a empresa administradora.

Os fundos fechados podem ser registrados para negociação no mercado administrado pela Bovespa como exemplo: os fundos FII(Fundos de Investimento Imobiliário) ou FIDC(Fundos de Investimento em Direitos Creditórios). Assim cotistas que desejam o resgate de seu patrimônio deverá enviar ordens de compra e venda a uma corretora do sistema Bovespa de negociação.

Geralmente um fundo de investimento fechado possui um prazo de tempo determinado cuja data se evidencia em uma venda de todos os ativos acumulados ao cotistas ativos. Já os fundos de investimento abertos possuem um tempo indeterminado. A escolha do tipo correto de um investimento deve ser por meio da análise do risco x ganho apresentado. O risco deve ser entendido como as chances de se não conseguir o retorno esperado desse investimento causando transtorno financeiro. Dentre os vários fundos podemos destacar :

Fundos de renda fixa, fundos de ações, fundos cambiais , fundos de dívida externa,  fundos multimercados.

Fundos de renda fixa: São conhecidos como os fundos em que existe baixa incidência de risco e permite uma aplicação alta para seus recursos disponíveis. Tem como principal fator de risco a variação de taxa de juros ou índice de preços.

Fundo de ações: São os fundos de renda variável disponibilizado pela Bolsa de Valores na negociação de ativos mobiliários por meio de ações de empresas. Possuem uma exposição maior ao risco, mas permitem um ganho superior ao mesmo tempo.

Fundos cambiais: Os tipos de investimento relacionados direta ou indiretamente com derivativos com variação de preços da moeda estrangeira com exposição a uma taxa de juros conhecida como cupom cambial.

Fundos de dívida externa: São os títulos brasileiros negociados internacionalmente que podem utilizar derivativos ou não dentro do país. Os títulos componentes de sua carteira são mantidos fora do país. Para o investidor no Brasil, este fundo é uma forma ágil e de baixo custo operacional para aplicar em papéis do governo brasileiro negociados no exterior.

Fundos Multimercado:São formas de investimento proporcionais as variadas formas e riscos inerentes nas aplicações:  renda fixa, câmbio e ações para alavancagem dos rendimentos. Não existe concentração específica a um tipo e sim as variadas formas mantidas e concordadas de serem adeptas na carteira pelo cliente junto a sua corretora.

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Como diminuir riscos na bolsa?

O investidor analista busca em sua entrada na bolsa o retorno financeiro para conquistar um melhor padrão de vida e isso é um dos objetivos para que sejamos atentos aos rendimentos de cada empresa que estará disponível no índice Bovespa, pois dependeremos desses resultados para que nossos resultados sejam bons na medida em que usemos métodos específicos de operação.

Podemos entrar na bolsa de valores em uma operação de venda coberta investindo R$20.000,00 reais em determinada empresa e sair com prejuízo de R$400,00 reais, pois naquele momento entramos em um período de baixa onde a força vendedora era maior reduzindo o nosso poder de compra com desvalorização imediata de nossas opções lançadas que vão ser compradas por um preço mais baixo do que aquele que nós compramos.

Essa baixa prejudicou instantaneamente nossa aplicação inicial pelo resultado que estava mostrando e a falta de análise não pode ser compensada havendo perda de valores. Nesses casos existe o gráfico diário, semanal e de 60 minutos que podem ser observados por meio da analise técnica que permitem que nosso objetivo seja controlado quando da entrada nessa empresa é realizada.

Diminuímos riscos quando passamos a conhecer então a empresa e sua atuação por determinado período. Não se pode investir por investir. O objetivo é o retorno nesse espaço de tempo que será primeiro observado por meio do que a empresa tenha como liquidez, desempenho de volume negociado no mercado, preço e tendência atual e futura em relação a suas atividades.

Os métodos são formas que utilizaremos a nosso favor para melhorar nossas operações acima do comportamento do mercado protegendo nosso patrimônio. Podemos utilizar também os recursos apresentados pelos padrões de reversão gráfica como martelo, martelo invertido, estrela cadente, enforcado, Doji, Harami, Piercing Line , Dark Cloud, bebê abandonado. Veremos em futuros posts os detalhes de cada um.

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Cartão de crédito Mitos e Verdades

Sabemos hoje que, o cartão de crédito oferece uma variedade de benefícios a seus clientes principalmente para quem é consumidor e tem o costume de gastar muito. O que muitas pessoas não sabem ainda, é que nesse chamado “dinheiro de plástico”, mora um perigo que se não for bem administrado pode acabar por corroer todo o orçamento familiar, o chamado “crédito rotativo”. As grandes facilidades de uso do cartão de crédito são variadas e atrai mais e mais clientes sem sombra de dúvidas pela comodidade de pagar em única data no final do mês, comprar sem ter o dinheiro em mãos, segurança, parcelamento em mais de 12x entre outros.

O perigo se torna maior ainda devido a grande popularização na preferência pelo pagamento com cartões de crédito, e seu uso contínuo sem a administração correta do orçamento. Nos últimos dez anos o nº de cartões em circulação aumentou de 100 milhões para 600 milhões. Com isso as instituições bancárias tiveram um aumento em seu faturamento de R$65 bilhões em 2000 para R$ 500 bilhões em 2010. Evento esse que prova ainda mais a preferência do brasileiro pelas compras à prazo no cartão com a comodidade do fornecimento de pagamento parcelado oferecido por essas empresas.

Com tantos benefícios sendo oferecidos é comum famílias aderirem ainda mais a esses planos de crédito. Nesses casos, deve-se ter em mente que o cartão de crédito é um auxiliar de gastos e que seu bom uso requer controle no orçamento para evitar surpresas no fim do mês. As armadilhas da tentação vão além de comprar o que não dá para pagar agora até o limite do cheque especial. Esses são erros enormes e que levam a uma “bola de neve” no crédito orçamentário levando a pessoa se deparar com um valor que não pode pagar em sua fatura optando pelo mínimo aceitável.

O pagamento mínimo representa um total de 8% a 10 % do valor total na fatura e o restante da dívida é negociado em torno de (15% à 20%) ao mês e até 230% ao ano. Pense bem. A dívida só aumenta e os juros incidentes movimentam esse valor ainda mais causando o transtorno no orçamento caindo no crédito rotativo.

Portanto, cabe a nós mesmos compreender o funcionamento do cartão utilizando-o sob controle constante para assim também não virarmos alvo das grandes financeiras.

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Quais os riscos da venda descoberta de opções?

Toda operação na bolsa de valores tem um risco, as vezes o risco já é conhecido e fixado, outras vezes o risco é desconhecido e flutuante. Em outras palavras, algumas operações nós já sabemos quanto vamos perder caso ela não dê certo, e por mais que caia ou suba, sabemos que só vamos perder o valor X, nesse caso o risco é conhecido e fixado. Um risco desconhecido e flutuante é quando não sabemos quanto podemos perder de fato em determinada operação, e cada vez que ela vai contra nossa estratégia, nosso prejuízo é de X.

Operações onde o risco é conhecido e fixado, podem ser trava de alta, trava de baixa, borboleta, entre outras. Na borboleta, sabemos que o risco máximo é o valor que você usou para montar ela, e se por um acaso, a operação der errado e a ação cair muito, você não perde nada a mais. Operações onde o risco é desconhecido e flutuante, geralmente ocorrem em daytrade, swing trade, pois o investidor, compra uma ação e mesmo com análise gráfica e o uso de stops, ele não sabe quanto de fato irá perder caso a operação venha contra sua estratégia, pois podem ocorrer gaps e estes pularem o nosso stop. Então quanto mais a ação cair, maior será o prejuízo.

E em qual destes riscos, a venda descoberta se encaixa? A principio, a venda descoberta de opções se encaixa no risco desconhecido e flutuante, porém com a venda descoberta de opções, nosso risco pode se tornar ilimitado. É possível uma pessoa que quer lucro de 2 mil reais, passar a dever mais de 64 mil reais com a venda descoberta de opções, vamos explicar abaixo o por quê:

Quando vendemos 100 opções, nos comprometemos a entregar 100 ações ao preço de strike dessa opção, em troca do prêmio que ganhamos com a venda das opções. Se chegarmos e vendermos a descoberto, 2000 PETRA22 a R$ 1,00 com PETR4 valendo R$ 21,80, ganhamos o prêmio da venda, que é de R$ 2.000,00. Então de repente, a Petrobrás descobre o campo de Tupi e suas ações em poucas semanas sobem uns 50% indo parar em R$ 32,00. Nosso prejuízo fica enorme, pois vamos ter que comprar 2000 PETR4 a preço de mercado, pra entregá-las a R$ 22,00 cumprindo nosso dever das opções vendidas, 2000 x R$ 32,00 = R$ 64.000,00. Se não tivermos esse dinheiro, fica mais complicado ainda, porém é obrigação sua pagar, e se a ação continuar subindo, seu prejuízo vai aumentando sem limites.

Obviamente, hoje em dia as corretoras estão implantando diversas regras para a venda a descoberto, como por exemplo, depositar uma quantia de garantia e só permitir vender a descoberto 50% dessa garantia, dependendo ainda se o ativo é blue chip ou não. Mesmo com isso, considero ainda a venda a descoberto uma operação arriscada, acredito que a melhor forma de operar assim é com a venda coberta mesmo, e ir acumulando com o tempo mais ações para poder lançar mais opções. O risco da venda a descoberto de opções, é ilimitado.

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Comprei PETR4 a 38 reais

Quando as ações da Petrobrás estavam valendo R$ 38,00 no ano passado, muita gente entrou nela a longo prazo, acreditando que ela fosse subir até uns R$ 50,00 que era o preço máximo que ela valia antes da crise de 2008, porém, não foi bem o que aconteceu. Veja no gráfico abaixo:

petr4 queda de 50%

Como podemos ver no gráfico, em praticamente 22 meses houve uma queda de mais de 50% na ação, o que nos leva a crer que quem comprou ela a R$ 38,00 e segura até hoje, perdeu 50% do capital, certo? Na verdade, não está certo não, se o investidor soube proteger a carteira dele, é capaz que hoje ele esteja no lucro, mesmo tendo comprado a R$ 38,00. A Petrobrás é uma excelente ação para realizar uma operação chamada venda coberta, essa operação é uma das formas de proteção que estou me referindo nesse post.

A venda coberta é uma operação que ganha com o tempo, para ela, tempo é dinheiro literalmente. Se a queda da ação foi grande, mas demorou um certo tempo pra ter essa queda, então o investidor se soube usar a venda coberta nesse meio tempo, com certeza sairá no lucro. Vamos a umas contas:

Sem proteção (venda coberta)

-Investi a longo prazo R$ 38.000,00 comprando 1.000 PETR4 a R$ 38,00;
-Segurei durante 22 meses e hoje retiro R$ 19.000,00 tendo prejuízo de 50%;

Com proteção (venda coberta)

-Investi a longo prazo R$ 38.000,00 comprando 1.000 PETR4 a R$ 38,00;
-Todo mês, eu lanço opções ATM, o que me rende no mínimo 3% sobre o valor total investido (R$ 38.000,00);
-Em 22 meses, se eu consegui garantir no mínimo 3% de proteção / lucro com a venda coberta, no final do período, eu saio com 66% de lucro / proteção, contra 50% de prejuízo (valor da ação perdido no período).

-Carteira sem proteção = -50% nos 22 meses
-Carteira com proteção = +16% nos 22 meses

(sem contar dividendos)

Sabemos que a venda coberta ATM, garante no mínimo 3% sobre o valor, por mês, ou seja, se o investidor conseguiu 4% ao mês, então o lucro / proteção, sobe para 88% no período, e assim vai. Além disso, tem também os dividendos, que eu nem contei em nenhum dos casos. Isso mostra como é importante pra você, sempre se preocupar com a proteção (hedge) de sua carteira.

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